O vocativo é um elemento isolado da oração e, portanto, independente, servindo para chamar a atenção do interlocutor. O aposto, por sua vez, é um termo ligado a outro elemento da oração e serve para explicar, determinar ou especificar o elemento ao qual está ligado.
Elis Regina, cantora brasileira, é um grande ícone da música popular brasileira.
Acima, o termo entre vírgulas especifica o sujeito “Elis Regina”. Por isso, é um aposto do tipo explicativo.
Por favor, Elis, ensine-me a cantar como você!
Nesse outro caso, faz-se um apelo à interlocutora “Elis”, configurando um vocativo.
Atenção! Em determinados casos, fica difícil identificar se um termo é vocativo ou aposto explicativo. Observe:
O gerente que pediu o relatório, Márcio, é muito bravo.
Acima, o termo entre vírgulas poderia servir tanto como vocativo quanto como aposto. No caso da linguagem oral, será possível identificar por meio da entonação. No caso da linguagem escrita, será possível identificar pelo contexto, isto é, por meio do restante do texto que acompanha esse trecho. @cafecomletras
Veja que a pontuação é essencial para indicar o vocativo, pois ela ajuda a definir a entonação na leitura. A vírgula é a mais usada para separar o vocativo, mas outras pontuações podem ser usadas, como visto nos exemplos acima (com exclamação, dois-pontos ou reticências). Sem pontuação, não é possível isolar o vocativo da oração, fazendo com que o enunciado fique ambíguo.
Heitor, meu amigo, é a pessoa indicada para te ajudar!
Heitor, meu amigo é a pessoa indicada para te ajudar!
No primeiro caso, o termo entre vírgulas (“meu amigo”) é a pessoa com quem se fala, ou seja, o vocativo “meu amigo”. Heitor é a pessoa de quem se fala: “Heitor é a pessoa indicada para te ajudar!”.
No segundo caso, o vocativo isolado da oração é “Heitor”. Assim, fala-se ao Heitor sobre um amigo que pode ajudar: “Meu amigo é a pessoa indicada para te ajudar!”. @cafecomletras
O vocativo é um chamamento ao interlocutor. Desse modo, é composto normalmente por pronomes ou por substantivos (acompanhados ou não de algumas extensões e variações). Veja:
Vamos começar a revisão. André: comece lendo em voz alta a pergunta. (Vocativo formado pelo substantivo próprio “André”)
Você! Venha cá! (Vocativo formado pelo pronome “você”)
Meu povo, vamos à praia amanhã? (Vocativo formado pelo pronome “meu” e pelo substantivo “povo”)
Ó natureza do mundo, quão bela és tu! (Vocativo formado pela interjeição “ó”, pelo substantivo “natureza” e pela locução adjetiva “do mundo”)
Note, pelo último exemplo, que os vocativos não necessariamente são ou representam pessoas ou seres vivos, podendo ser também coisas ou ideias (recurso muito utilizado na linguagem poética). @cafecomletras
Vocativos são termos isolados da oração que cumprem função de chamar a atenção do interlocutor ou colocá-lo em evidência no discurso. Por estarem isolados no enunciado, não exercem função de sujeito e nem de predicado, aparecendo separados do restante da oração por alguma pontuação, que normalmente é a vírgula. @cafecomletras
Vocativo é um termo isolado da oração, não sendo parte do sujeito e nem do predicado. Serve para chamar a atenção do interlocutor e aparece separado do restante da oração por algum sinal de pontuação. Não deve ser confundido com o aposto. @cafecomletras
"Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.
Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior. Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… que me tornam mais pessoa, mais humano, mais completo. E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.
Portanto, obrigada a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.
E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de nós."
As cinco competências utilizadas como critérios de correção da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem uma série de exigências de elementos que devem aparecer de forma adequada no texto.
A quarta competência apresentada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) exige que o participante do Enem saiba demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação na sua redação.
Desse modo, são cobrados elementos como coesão e o uso de sinônimos para evitar a repetição de palavras, por exemplo.
A coesão textual é um dos elementos mais relevantes para que um texto escrito se faça claro e seja bem compreendido pelo leitor. Desse modo, é necessário que o participante empregue conectores corretamente em toda a sua redação.
Os conectores são elementos discursivos necessários à boa articulação do texto. Assim, para garantir a boa articulação da redação, os conectores ou articuladores devem ser usados tanto para ligar frases, quanto para ligar parágrafos. @cafecomletras
A coesão sequencial, por sua vez, estabelece condições de progressão textual. É através dela que se estabelece a boa articulação das partes do texto. Os elementos determinam, assim, uma relação entre as informações do texto. Assim, através deles é possível delinear o desenvolvimento do recorte temático.
Os conectores com conteúdo semântico são bos exemplos disso. Na redação do Enem, por exemplo, eles devem estar presentes em todos os parágrafos.
Alguns exemplos de conectores mais comuns para unir parágrafos são: logo, portanto, desse modo, assim, no entanto, já que, porém, é certo que etc. Observe que o uso de cada um deles imprime ao texto seu próprio conteúdo semântico, unindo os elementos e direcionando a argumentação do texto. @cafecomletras