Substantivo: “A voz daquela cantora tem um quê de desafinada”. Pronome interrogativo: “Que tens no bolso?” Pronome indefinido: Que satisfação a minha! Advérbio de intensidade: Que linda a sua roupa! Interjeição: Que! Preposição: Temos que conseguir ganhar dinheiro. (= a de) Pronome relativo: quando tiver por antecedente um substantivo e como conseqüente um verbo, podendo ser trocado por o qual, a qual, os quais, as quais: A árvore que dá bons frutos se vê apedrejada. O aluno que é aplicado consegue bons resultados. Conjunção subordinativa integrante: Convém que aguardes um pouco! Desejo que me procures. Conjunção subordinativa comparativa: Os nossos japoneses são mais criativos que os japoneses dos outros países. Ele é menos inteligente do que seu irmão. Conjunção subordinativa consecutiva: É tamanha sua sabedoria que parece um ser de outra esfera. Conjunção coordenativa explicativa: Fiquem quietos que é hora de silêncio! Função sintática do que como pronome relativo: Sujeito: A menina/ que passou por aqui/ é minha aluna. Objeto direito: As verduras que compraste são bem gostosas. Objeto indireto: As frutas de que gostas estão maduras. Adjunto adverbial: O hotel em que estávamos hospedados merece o nosso elogio. Agente da passiva: Era grande a curiosidade de que estávamos tomados. @cafecomletras
AS PALAVRAS CERTAS SÃO MESMO DÚPLEX, TRÍPLEX E LÁTEX?
R) São mesmo paroxítonas essas palavras. Mas o povo as pronuncia como se fossem oxítonas: “dupléks”, “tripléks”, “latéks”. O povo pode tudo; você não! As duas primeiras já têm registro como oxítonas (duplex, triplex), mas prefira-as como paroxítonas. Por falar em tríplex, isso me lembra Guarujá, não sei bem por quê... Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS! @cafecomletras
R) Exatamente. Os luminares da Academia Brasileira de Letras conseguiram encontrar essa grafia para o que era co-herdeiro. E, segundo eles, da mesma forma, devemos grafar: correu, corré, correitor e assim por diante. Estamos bem de Academia... Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS! @cafecomletras
JÁ OUVI ALGUÉM DIZER: “O GOLEIRO TINHA ENTREGUE O JOGO AQUELE DIA”. E AGORA?
R) Entregue é forma do presente do subjuntivo: que eu entregue. Com os verbos ter e haver, usamos o particípio. E o particípio do verbo ENTREGAR é ENTREGADO. Portanto, se tiver que acusar alguém, faça-o de forma segura, responsável, elegante. O goleiro tinha ENTREGADO o jogo aquele dia. Por falar nisso, o carteiro tem entregado correspondência regularmente em sua residência? Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS! @cafecomletras
POSSO DIZER QUE ELA JÁ HAVIA “ACEITO” MEU CONVITE?
R) Aceito é forma do presente do indicativo: eu aceito. Com os verbos ter e haver, usamos o particípio. E o particípio do verbo aceitar é ACEITADO. Portanto, se ela realmente já havia aceitado seu convite, por que não compareceu? Não seria por que você não havia aceitado o namoro com ela? Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS! @cafecomletras
JOÃO “ENTROU PARA DENTRO“ DE CASA. Sim, “entrar para dentro” é um erro de português chamado de pleonasmo, ou seja, um erro de redundância onde você repete um informação óbvia. No caso da frase acima, é óbvio que João entrou “para dentro” de casa, porque ninguém entra para fora. O mesmo acontece com “subir para cima”, “descer para baixo”, “sair para fora”, “cego dos olhos”, “encarar de frente”, “elo de ligação”, “hemorragia de sangue”, entre outros. Ex.: João entrou em casa. / A bola entrou no gol. @cafecomletras
ELE ESCREVEU UMA CARTA PARA “MIM” LER. Erro infelizmente muito comum, mas que demonstra uma enorme falta de conhecimento sobre a colocação pronominal. Acontece que o pronome oblíquo “mim” não pode ser sujeito de uma oração, mesmo que seja uma oração subordinada, pois ele não pode conjugar verbos. Ex.: Ele escreveu a carta para eu ler. / Ele escreveu uma carta para mim. @cafecomletras
FICAMOS FORA DE “SI”. Esse é um erro de concordância entre o pronome oblíquo e o verbo. Não importa onde, o pronome sempre tem que concordar com a flexão verbal, nesse caso, a primeira pessoa do plural: “nós”. Então, se o verbo concorda com “nós”, o pronome também tem que concordar. Ex.: Ficamos fora de nós. / Ficaste fora de ti. / Ficou fora de si. @cafecomletras
ELE É RICO “POR CAUSA QUE” GANHOU NA LOTERIA. Clássico erro de invenção de locuções. Exatamente, a locução “por causa que” não existe. Nesse caso utiliza-se o “porque” ou “pois”. Ex.: Ele é rico porque ganhou na loteria. / Ele é rico, pois ganhou na loteria. @cafecomletras
SOBRE/SOB Esse é um erro de português muito grave, pois as palavras “sobre” e “sob” expressam ideias totalmente opostas. “Sobre” significa em cima de ou a respeito de alguma coisa. Ex.: O livro está sobre a mesa. / O livro está em cima da mesa. Ex.: Vamos falar sobre a festa. / Vamos falar a respeito da festa. “Sob” significa debaixo ou embaixo de algo. Ex.: Escondi o cachorro sob a mesa. / Escondi o cachorro embaixo da mesa. Ex.: Ele ficou sob tensão durante o jogo. (nesse caso fica esquisito dizer que ele ficou debaixo de pressão, por isso utiliza-se o “sob”) @cafecomletras
ELE É BONITO, “MAIS” É SAFADO. Erro muito comum na hora de escrever, mas que indica a necessidade de mais estudo. A palavra ”mais” é um advérbio de intensidade que significa adição. Já o “mas” é uma conjunção adversativa que indica uma pequena oposição ao sentido da primeira frase, assim como “porém” e “entretanto”. Na frase em questão, a intenção é dizer que ele é bonito, entretanto/porém é safado, ou seja, é algo que antagoniza com “ser bonito” na opinião do interlocutor, por isso o certo é utilizar o “mas”. Se o sentido da frase fosse enumerar as características do sujeito, mesmo assim, nesse caso, utilizar-se-ia “e” e não “mais”. Ex.: Ele é bonito, mas é safado. / Ele é bonito e safado. @cafecomletras Ex.: Ele não queria correr mais.