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☕️ Café com Letras ☕. Страница 26

Café com Letras é o seu canal de Língua Portuguesa, aqui você encontra milhares de dicas sobre a Língua Portuguesa.

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    FUNÇÕES DO QUÊ.

    Substantivo: “A voz daquela cantora tem um quê de desafinada”.
    Pronome interrogativo: “Que tens no bolso?”
    Pronome indefinido: Que satisfação a minha!
    Advérbio de intensidade: Que linda a sua roupa!
    Interjeição: Que!
    Preposição: Temos que conseguir ganhar dinheiro. (= a de)
    Pronome relativo: quando tiver por antecedente um substantivo e como conseqüente um verbo, podendo ser trocado por o qual, a qual, os quais, as quais: A árvore que dá bons frutos se vê apedrejada. O aluno que é aplicado consegue bons resultados.
    Conjunção subordinativa integrante: Convém que aguardes um pouco!
    Desejo que me procures.
    Conjunção subordinativa comparativa: Os nossos japoneses são mais criativos que os japoneses dos outros países. Ele é menos inteligente do que seu irmão.
    Conjunção subordinativa consecutiva: É tamanha sua sabedoria que parece um ser de outra esfera.
    Conjunção coordenativa explicativa: Fiquem quietos que é hora de silêncio!
    Função sintática do que como pronome relativo:
    Sujeito: A menina/ que passou por aqui/ é minha aluna.
    Objeto direito: As verduras que compraste são bem gostosas.
    Objeto indireto: As frutas de que gostas estão maduras.
    Adjunto adverbial: O hotel em que estávamos hospedados merece o nosso elogio.
    Agente da passiva: Era grande a curiosidade de que estávamos tomados.
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    AS PALAVRAS CERTAS SÃO MESMO DÚPLEX, TRÍPLEX E LÁTEX?

    R) São mesmo paroxítonas essas palavras. Mas o povo as pronuncia como se fossem oxítonas: “dupléks”, “tripléks”, “latéks”. O povo pode tudo; você não! As duas primeiras já têm registro como oxítonas (duplex, triplex), mas prefira-as como paroxítonas. Por falar em tríplex, isso me lembra Guarujá, não sei bem por quê...
    Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS!
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    O QUE ERA CO-HERDEIRO VIROU COERDEIRO?

    R) Exatamente. Os luminares da Academia Brasileira de Letras conseguiram encontrar essa grafia para o que era co-herdeiro. E, segundo eles, da mesma forma, devemos grafar: correu, corré, correitor e assim por diante. Estamos bem de Academia...
    Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS!
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    JÁ OUVI ALGUÉM DIZER: “O GOLEIRO TINHA ENTREGUE O JOGO AQUELE DIA”. E AGORA?

    R) Entregue é forma do presente do subjuntivo: que eu entregue. Com os verbos ter e haver, usamos o particípio. E o particípio do verbo ENTREGAR é ENTREGADO. Portanto, se tiver que acusar alguém, faça-o de forma segura, responsável, elegante. O goleiro tinha ENTREGADO o jogo aquele dia. Por falar nisso, o carteiro tem entregado correspondência regularmente em sua residência?
    Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS!
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    POSSO DIZER QUE ELA JÁ HAVIA “ACEITO” MEU CONVITE?

    R) Aceito é forma do presente do indicativo: eu aceito. Com os verbos ter e haver, usamos o particípio. E o particípio do verbo aceitar é ACEITADO. Portanto, se ela realmente já havia aceitado seu convite, por que não compareceu? Não seria por que você não havia aceitado o namoro com ela?
    Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS!
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    JOÃO “ENTROU PARA DENTRO“ DE CASA.
    Sim, “entrar para dentro” é um erro de português chamado de pleonasmo, ou seja, um erro de redundância onde você repete um informação óbvia. No caso da frase acima, é óbvio que João entrou “para dentro” de casa, porque ninguém entra para fora.
    O mesmo acontece com “subir para cima”, “descer para baixo”, “sair para fora”, “cego dos olhos”, “encarar de frente”, “elo de ligação”, “hemorragia de sangue”, entre outros.
    Ex.: João entrou em casa. / A bola entrou no gol.
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    ELE ESCREVEU UMA CARTA PARA “MIM” LER.
    Erro infelizmente muito comum, mas que demonstra uma enorme falta de conhecimento sobre a colocação pronominal. Acontece que o pronome oblíquo “mim” não pode ser sujeito de uma oração, mesmo que seja uma oração subordinada, pois ele não pode conjugar verbos.
    Ex.: Ele escreveu a carta para eu ler. / Ele escreveu uma carta para mim.
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    FICAMOS FORA DE “SI”.
    Esse é um erro de concordância entre o pronome oblíquo e o verbo. Não importa onde, o pronome sempre tem que concordar com a flexão verbal, nesse caso, a primeira pessoa do plural: “nós”. Então, se o verbo concorda com “nós”, o pronome também tem que concordar.
    Ex.: Ficamos fora de nós. / Ficaste fora de ti. /
    Ficou fora de si.
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    ELE É RICO “POR CAUSA QUE” GANHOU NA LOTERIA.
    Clássico erro de invenção de locuções. Exatamente, a locução “por causa que” não existe. Nesse caso utiliza-se o “porque” ou “pois”.
    Ex.: Ele é rico porque ganhou na loteria. / Ele é rico, pois ganhou na loteria.
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    SOBRE/SOB
    Esse é um erro de português muito grave, pois as palavras “sobre” e “sob” expressam ideias totalmente opostas.
    “Sobre” significa em cima de ou a respeito de alguma coisa.
    Ex.: O livro está sobre a mesa. / O livro está em cima da mesa.
    Ex.: Vamos falar sobre a festa. / Vamos falar a respeito da festa.
    “Sob” significa debaixo ou embaixo de algo.
    Ex.: Escondi o cachorro sob a mesa. / Escondi o cachorro embaixo da mesa.
    Ex.: Ele ficou sob tensão durante o jogo. (nesse caso fica esquisito dizer que ele ficou debaixo de pressão, por isso utiliza-se o “sob”)
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    ERRO DE PORTUGUÊS QUE VOCÊ NÃO DEVE COMETER!

    ELE É BONITO, “MAIS” É SAFADO.
    Erro muito comum na hora de escrever, mas que indica a necessidade de mais estudo. A palavra ”mais” é um advérbio de intensidade que significa adição.
    Já o “mas” é uma conjunção adversativa que indica uma pequena oposição ao sentido da primeira frase, assim como “porém” e “entretanto”.
    Na frase em questão, a intenção é dizer que ele é bonito, entretanto/porém é safado, ou seja, é algo que antagoniza com “ser bonito” na opinião do interlocutor, por isso o certo é utilizar o “mas”.
    Se o sentido da frase fosse enumerar as características do sujeito, mesmo assim, nesse caso, utilizar-se-ia “e” e não “mais”.
    Ex.: Ele é bonito, mas é safado. / Ele é bonito e safado.
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    Ex.: Ele não queria correr mais.
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    Dica:
    Interviu/Interveio:

    Derivado do verbo “vir”, o verbo “intervir” segue a regra de conjugação dos verbos simples, embora seja um verbo composto.

    Muitas pessoas acabam confundindo a conjugação desse verbo com a conjugação do verbo “ver” em virtude de algumas semelhanças morfológicas entre eles.

    Portanto, o correto é: A Organização das Nações Unidas interveio no conflito do Oriente Médio.
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    Dica:

    Assistir/Assistir a

    O verbo “assistir” apresenta mais de um significado.

    Quando apresentar o sentido de ver, deve ser acompanhado por uma preposição:

    Eu assisti ao novo filme da Disney no cinema.

    Quando apresentar o sentido de ajudar, acompanhar ou assessorar é transitivo direto, ou seja, não possui preposição:

    Eu assisti uma pessoa na fila do banco (ajudei/assessorei).
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    Dica:

    Há 15 anos atrás/Há 15 anos

    Cuidado com a redundância.

    Utilizar “há” e “atrás” na mesma frase é um exemplo de pleonasmo.

    Se optar por um, exclua o outro.

    Veja: Há 15 anos viajei para o Japão.

    Quinze anos atrás viajei para o Japão.
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