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☕️ Café com Letras ☕. Страница 25

Café com Letras é o seu canal de Língua Portuguesa, aqui você encontra milhares de dicas sobre a Língua Portuguesa.

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    "DISCRIÇÃO", "DISCREÇÃO" OU "DESCRIÇÃO"?

    Como o substantivo da qual ela deriva é "discreto", muitas pessoas usam a palavra "discreção". No entanto, essa palavra não existe.

    Uma pessoa discreta é uma pessoa reservada quanto à forma de falar ou de agir. É também uma pessoa modesta, ou que consegue se distinguir sem se esforçar em se fazer notar.

    Muita gente diria que uma pessoa assim é alguém dotado de discreção. Porém, essa palavra, mesmo sendo tão usada, não existe.

    A palavra considerada correta para definir o comportamento discreto é discrição.

    DISCRIÇÃO é; portanto, o procedimento de quem - ou do que - é discreto. Porém, há quem substitua essa palavra por "descrição", que existe, mas tem um significado muito diferente: o ato de descrever.

    DESCREVER é narrar, por meio da fala ou da escrita, um fato qualquer ou fornecer detalhadamente características de uma pessoa, uma cidade ou qualquer outra coisa.

    Eis aí, portanto, as diferenças entre "discrição" e "descrição". Quanto à palavra "discreção", não se preocupe: embora seja muito utilizada popularmente porque se refere ao adjetivo "discreto" (feminino: "discreta"), ela não existe.
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    POSSO DIZER QUE ELA JÁ HAVIA “ACEITO” MEU CONVITE?

    R) Aceito é forma do presente do indicativo: eu aceito. Com os verbos ter e haver, usamos o particípio. E o particípio do verbo aceitar é ACEITADO. Portanto, se ela realmente já havia aceitado seu convite, por que não compareceu? Não seria por que você não havia aceitado o namoro com ela?
    Antonio Luiz Sacconi – NÃO ERRE MAIS!
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    Particípio de ACEITAR:

    Segundo a norma, a forma correta é «ter aceitado.

    O verbo aceitar é um dos verbos abundantes ou de duplo particípio, pois tem uma forma reduzida ou irregular — aceite e aceito — e uma forma regular em -ado — aceitado.

    Como é «de regra, a forma regular emprega-se na constituição dos tempos compostos da voz ativa, isto é, acompanhada dos auxiliares ter ou haver; a irregular usa-se, de preferência, na formação dos tempos da voz passiva, ou seja, acompanhada do auxiliar ser» (Cunha e Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Sá da Costa, 2001, pp. 441-442), assim como o verbo estar.

    Exemplos:
    «Eu tinha aceitado o emprego.»
    «O jornal foi aceite/aceito muito bem pelo público.»
    Nota: Repare-se que os próprios gramáticos não são perentórios na forma como expressam a indicação do uso do particípio irregular aceite/aceito, pois têm o cuidado de utilizar a expressão «de preferência», do que se infere a perspetiva de ocorrência dessa forma noutras situações, sobretudo no discurso oral.

    A forma aceite é mais usada em Portugal, enquanto no Brasil é mais corrente o uso do particípio irregular aceito(a) (forma comum à da 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo).
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    Bom e mau, bem e mal

    Apesar de parecer fácil esse é um erro comum de ser visto em conversas pela internet e até mesmo em redações.

    Bom é o antônimo de mau, e bem é o antônimo de mal.

    Lembrando que antônimo é o oposto.

    Se você tiver alguma dúvida na hora de escrever basta formular a frase no sentido oposto.

    Se você está com a seguinte dúvida: “Esse lugar cheira mal (ou mau?) ”, basta você formular a frase no antônimo e ver qual combina mais, “Esse lugar cheira bom (ou bem) “, qual dos dois está correto?

    “Esse lugar cheira bem”, claro. Portanto, “Esse lugar cheira mal” é o correto.
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    Português é uma das línguas mais difíceis do mundo.

    Meia, Meia, Meia, Meia ou Meia?

    Na recepção do salão de convenções, Fortaleza:

    - Por favor, gostaria de fazer minha inscrição no Congresso.

    - Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?

    - Sou de Maputo, Moçambique.

    - Da África, né?

    - Sim, sim, da África.

    - Pronto, tem palestra agora na sala meia oito.

    - Desculpe, qual sala?

    - Meia oito.

    - Podes escrever?

    - Sessenta e oito, assim, veja: 68.

    - Entendi, meia é seis.

    - Isso mesmo, meia é seis. Mas, não vá embora, só mais uma informação: A organização cobra uma pequena taxa se quiser ficar com o material. Quer encomendar?

    - Quanto pago?

    - Dez reais. Mas, estrangeiros e estudantes pagam meia.

    - Hmmm! que bom. Aqui está: seis reais.

    - Não, não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?

    - Pago meia? Cinco? Meia é cinco?

    - Isso, meia é cinco.

    - Tá bom, meia é cinco.

    - Não se atrase, a palestra é às 9 e meia.

    - Então, já começou há quinze minutos. São nove e vinte.

    - Não, não, ainda faltam dez minutos. Só começa às 9 e meia.

    - Pensei que fosse às 9:05, pois meia não é cinco? Pode escrever a hora que começa?

    - 9 e meia, assim, veja: 9:30

    - Entendi, meia é trinta.

    - Isso, 9:30... Mais uma coisa, aqui o folder de um hotel com preço especial para congressista... Já está hospedado?

    - Sim, na casa de amigos.

    - Em que bairro?

    - No Trinta Bocas.

    - Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?

    - Isso mesmo, no bairro Meia Boca.

    - O bairro não é meia boca, é um bairro nobre.

    - Então deve ser cinco bocas.

    - Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim por causa do encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?

    - Acabou?

    - Não, senhor... é proibido entrar de sandálias. Coloque uma meia e um sapato...

    O africano infartou!
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    Dica do dia: A escolha do pronome demonstrativo não deve ser aleatória. Pense na posição do objeto em relação à sua localização e a do seu interlocutor.

    Quanto mais próximo de você: este/esta/isto.
    Quanto mais próximo do seu interlocutor: esse/essa/isso.
    Se o objeto estiver afastado de você e do seu interlocutor: aquele/aquela/aquilo.
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