Não é difícil chegar a Mangush. A cerca de 20 quilómetros de distância de Mariupol, encontramos esta localidade depois de pedirmos indicações a um soldado separatista num posto de controlo. Não escondemos ao que vimos. Abrimos o jogo e dizemos que as autoridades ucranianas denunciam haver valas comuns no cemitério de Mangush. Sorri e manda-nos avançar. É um sinal de que, muito provavelmente, não há ali nada a esconder. Quando chegamos ao cemitério, não encontramos valas comuns, ao contrário do que denunciava o ex-autarca de Mariupol apoiado por imagens de satélite. No local preciso da geolocalização, o que há são cerca de 230 campas individuais com placas numeradas, muitas delas com nome, data de nascimento e morte. Tentamos perceber melhor quem são estas pessoas e quando chegaram, através de vários coveiros que abrem uma sepultura mais abaixo. Dizem que não estão autorizados a falar mas que sabem que aqueles corpos vêm de Mariupol e que muitos são civis e soldados ucranianos. A seguir, procuramos conversar com…